Passeio na Serra Catarinense. URUBICI (10/04 até 12/04)


Finalmente resolvemos conhecer Urubici na serra catarinense. Já havia ouvido falar, mas não imaginava que tivesse tantas opções de passeios e aventuras, além de  ter ótimas opções gastronômicas. Precisávamos ter ficado mais tempo, pois  pegamos muita chuva, e nevoeiro o que atrapalhou os passeios devido à baixa  visibilidade. 


Os acessos são via Serra do Rio do Rastro e/ ou Serra do Corvo Branco. Ambos os caminhos são lindos, mas perigosos. Queria evitar a todo custo pegar a  serra do Corvo Branco porque sabia ser o acesso pior, portanto escolhemos a rota por Bom jesus, considerando que nosso primeiro destino era Passo Fundo para o casamento da  sobrinha-neta Laura. Saímos cedo e às  9:00 da manhã já estávamos no topo da serra da Rocinha. Local lindo! 

Para nossa surpresa, entretanto,  a estrada estava  bloqueada, e nos informaram que só iriam liberar o trânsito das 11:30 até às 13:30. Seriam 2 horas de espera no meio do nada. Perguntamos se haveria outra  alternativa e disseram  que teríamos que voltar 200 kms. Daria quase no mesmo em tempo,  mas não em  gastos. Tivemos que esperar. 
Estrada ruim  de terra,  com.muitos buracos tendo que dirigir devagar, a viagem de 7 horas se transformou em 11  horas. Paramos para almoçar no meio do caminho, Sitio do Campo, comidinha caseira  deliciosa. Chegamos a Passo Fundo às 17:00. Surpreendi-me muito com a cidade que eu havia estado há cerca de 50 anos.  Grande, movimentada. 
O casamento foi um espetáculo de beleza e emoção.  

De Passo Fundo fomos para Urubici, e foi uma viagem tranquila. Paisagens lindas pela serra do Rio do Rastro.

Pousada simples, mas aconchegante. Abraço Serrano. Ótimo atendimento dos proprietários.

O único problema é que o Juan chegou com o pé  direito que não podia colocar no chão.  Inchado e com muita dor. A dona da pousada nos aconselhou a ir à farmácia que o farmacêutico  era tipo médico  da cidade. Super  eficiente diagnosticou gota e deu remédios. No outro dia após um ótimo café da manhã,  o Juan, já  melhor, fomos conhecer as  múltiplas atrações. Tudo é  longe. Há que programar no mínimo 3 dias. O tempo também não  ajudou. Muita neblina, chuvisco e pouca visibilidade.  De qualquer forma fomos até  o morro da Igreja, mas não foi possível visitar   a Pedra Furada  em razão do tempo. Há  que programar a visita. Fomos depois ver as cascatas: do Avencal, das Araucárias, da Neve, e a  do Papuá,  lindas com sky bike, aventura pura.  Amei o Morro do Campestre. Lindo!

  Jantamos nos dois dias em ótimos restaurantes: Semola, italiano uma pizza e uma sobremesa italiana,  Zuppa, maravilhosa e Muller , alemão com um fondue fantástico.

 

Morro do Campestre 

Muita emoção! Na volta, depois de pegarmos um caminho errado acabamos tendo que pegar a Serra do Corvo Branco. Eu havia resistido e evitado, acredito que meu  sexto sentido avisando, e foi a aventura mais aterrorizante de minha vida. Com neblina , chuva fina , estrada com 11 kms de terra,  com crateras, muito barro, curvas de cotovelo à beira de precipícios.  Buzinava antes das curvas, pois a estrada é estreita  e não há  visibilidade. Com coragem,  preces, e a graça de Deus conseguimos vencer e sair ilesos. Desemboca perto de Araranguá. Estão construindo um mirante de vidro e quando a estrada estiver calçada, pronta, embora super perigosa,  em um dia lindo a vista é  de tirar o fôlego.  Espetacular!
Queremos voltar e passar no mínimo 3 dias inteiros,  neste lugar encantador. 




15/04/22
Cida Guimarães

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